Prevalência de enteroparasitos em alfaces (<I>Lactuca sativa</i>) comercializadas em estabelecimentos no Sul do Rio Grande do Sul, Brasil

  • Juliana Carriconde Hernandes
  • Bruna Baccega
  • Laura de Farias Santos
  • Cibele dos Santos Velleda
  • Andréia Saggin Nagel
  • Marcos Marreiro Villela

Resumen

As doenças parasitárias são apontadas como um frequente problema de saúde pública no Brasil e no Mundo, com maior incidência em comunidades empobrecidas, principalmente em países subdesenvolvidos e em desenvolvimento. A transmissão ocorre na maioria dos casos por via oral passiva, atingindo indivíduos de todas as idades, causando anemia, má absorção de nutrientes, diarreia e emagrecimento, diminuição da capacidade de aprendizado e trabalho e redução na velocidade de crescimento. Hortaliças podem representar risco para a saúde pública por serem consumidas cruas, em sua grande maioria, e, eventualmente, por estarem contaminadas com ovos, larvas e cistos de parasitos intestinais. Com o objetivo de verificar a presença destes organismos em alfaces-crespas comercializadas em diferentes estabelecimentos, foram analisadas 50 amostras de alface-crespa (Lactuca sativa) provenientes de cinco estabelecimentos diferentes do município de Pelotas-RS, no período de Janeiro a Março de 2017, pelas técnicas de sedimentação espontânea (Hoffman) e flutuação em solução de sulfato de zinco (Faust). Observou-se que 54% (27/50) das amostras analisadas apresentaram algum tipo de protozoário e/ou helmintos. Os parasitos detectados foram da Superfamília Strongyloidea, Giardia spp., Entamoeba coli, Ascaris spp., Toxocara spp. e Entamoeba hartmanni. Concluiu-se que as hortaliças comercializadas nos diferentes estabelecimentos de Pelotas-RS podem veicular parasitos intestinais se não forem devidamente higienizadas.

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Publicado
2018-09-12
Sección
Artículos Originales